
”Minha alma já bem cansada de habitar uma vida morta de pesadelos mórbidos, se manifesta pelos meus olhos atravéz de uma lágrima muda.
Estou em êxtase, entrelaçado por estes melódicos murmúrios soados pelos abutres cultuando a lua cheia, que por sua vez irradia em esplendor uma translúcida penumbra, mascarada pelo silêncio absoluto de um olhar sem olhos.. Neutralizo todos os meus pensamentos, desligo meu espírito, pois agora eu só quero viver intensamente nesta eterna noite passageira […].
Me tornei um indivíduo cujo o aspecto não agrada a ninguém. Acidentalmente, perdi meu coração em algum beco sem saída. Mas isso não faz diferença, afinal, ele não servira para mais nada além de bombear sangue. Antes disse, nunca me defrontara com tamanha dor que sinto agora. Dor esta que dilacera o meu peito, desesperadora, que se manifesta a cada suspiro. E todo esse sofrimento, só acarreta mais sofrimentos. Sinto-me insuportavelmente frágil.
Essa podridão do mundo, esse corte profundo em minha alma. Motivos, mais motivos. Tristezas, mais tristezas. Estou ficando cansado. Desconfortavelmente entorpecido por esse turbilhão de sentimentos que rondam meu espírito.
Nesse quarto escuro, tudo o que faço é chorar, me lamentar pelo o que não aconteceu, pelas palavras não ditas, pelo amor não retribuído, pelas lamúrias desordenadas e exageradas que saíram da boca de quem vos escreve. Essa tem sido minha vida —ou do que queira chamar esse poço de insanidade, esse mosaico de ilusões fúnebres, esse acúmulo de angustias. A minha angústia tende a aumentar a cada pontilhada dada pelo relógio, sinto que minha alma vai se rasgar por entre os meus gritos mudos de agonia, retratando ocultamente as lágrimas que eu insisto em enterrar em meu travesseiro em todas estas noites de insônia. Cada segundo eterno que vivo neste quarto sombrio é como um pedaço de minha vida que se cala diante do silêncio absoluto projetado por minha dor incondicional.
Me tranco agora em mim mesmo, e danço sobre os destroços de minha vida morta, que renegou meus sonhos até o ultimo instante, e me obrigou a viver nesse mundo quebrado: Meu eterno palco de tragédias emocionais.
—Anndré Frëak, (Prisioneiro da Morte)


Tudo que eu preciso é de alguém que me salve quando eu estiver desmoronando.

Eu odeio ser comparado com os outros. Aliás, odeio todo e qualquer tipo de comparação.

E antes de dormir eu faço plano pra nós dois.